
Como tínhamos noticiado ontem, esta madrugada decorreu a ansiada apresentação do Nissan Leaf – agora sabe-se que é assim que se vai designar o aguardado carro eléctrico que virá a ser equipado com baterias de iões de lítio produzidas em Portugal.
O Leaf (em português folha – Nissan Folha), mais propriamente o seu exterior, foi dado a conhecer na inauguração da nova filial da Nissan, em Yokohama, a sul de Tóquio, pela mão do próprio presidente da marca, Carlos Ghosn, que se fez acompanhar do primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, atestando a importância para o Japão do projecto Zero Emissões da marca nipónica.
O Nissan Leaf estreia uma nova era da indústria automóvel, nas palavras do presidente da Nissan, alertando para o facto do carro eléctrico da Nissan “ser totalmente neutro para o ambiente, não tendo escape, nem qualquer mecanismo que queime gasolina, apenas a calma e eficiência energética dos packs de baterias de iões de lítio feitos pela Nissan”, nomeadamente em Portugal num futuro próximo, acrescentamos nós.
O Nissan Leaf é de tamanho médio, com um desenho semelhante aos veículos convencionais de motor de combustão, vindo equipado com uma bateria de iões de lítio capaz de dotar o automóvel de uma autonomia de cento e sessenta quilómetros sem qualquer carregamento.
Lembramos, que o Leaf chegará aos consumidores no Japão e nos EUA no final de 2010, e um pouco mais tarde – início de 2011, poderá ser adquirido pelos portugueses. No entanto, a produção em massa do Nissan Leaf está apenas prevista para 2012, desejando a Nissan após essa data lançar uma gama completa de veículos eléctricos.
Sendo o terceiro maior fabricante de automóveis do mundo, a Nissan quer posicionar-se neste segmento e ambiciona, em parceria com a francesa Renault, levar os veículos eléctricos ao mercado de massas a partir de 2012. Facto que também derivou da construtora, à semelhança dos demais fabricantes automóvel, ter sido atingida pela crise financeira mundial. Assim, a marca japonesa decidiu alterar a sua estratégia de negócio, centrando-se na produção de veículos eléctricos e no objectivo de criar automóveis com emissões zero de carbono.
Vemos os veículos eléctricos não como nichos de mercado, mas como veículos para o mercado de massas. O maior problema será a capacidade de produção.
Carlos Ghosn, presidente da Nissan





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este Nissan Leaf tem um aspecto e umas “performances” que me agradam sobremaneira. Compraria um se as minhas possibilidades assim o permitissem. Se houver, das entidades que governam este país, comparticipações significativas para veículos não poluentes quem sabe se não virei a ser dono de um deles.
Estou de facto muitointeressado, mas num automovel que se pretende “limpo”, gostaria muito que os preços fossem também transparentes ou seja que sejam indicados valores de chave na mão e valor de retoma de automoveis antigos (mais de 15 anos).
Carro eléctrico, agradável
estéticamente , sim : o preço é de um carro gama média alta 35.000 €, só para quem é rico. Não será para se vender em massa, é pena, deveria ser um carro utilitário, para concorrer com os actuais, que rondam os 12.000-15.000 €. Aí sim era uma aposta muito alida. A indústria do petróleo ainda tem muita força !!!!!
Não sei em que mundo vivem os senhores da Nissan.É só pensar.Uma pessoa que até tenha consciencia ecológica, e que quer comprar um carro utilitário, e tenha pouco dinheiro, (a maioria dos portugueses honestos)e tem de escolher um carro com tudo por 11.000€ a 13.000€ a gasolina e um electrico por 35.000€, qual é que vocês acham que ele compra?