Baterias

EDP diz que carregamento de carros eléctricos não admitirá intermediários

Chevrolet Volt

Já aqui tínhamos dado conta que a empresa norte-americana Better Place se pretende colocar no mercado português, como facilitadora da adopção massiva dos veículos eléctricos, intermediando o negócio entre os fornecedores eléctricos e o consumidor final – os adquirentes dos veículos eléctricos. Pelos vistos, e segundo declarações do seu presidente, a EDP não estará disposta a facilitar a introdução de tal intermediário, querendo lidar directamente com o consumidor final no negócio dos carros eléctricos.

O presidente da EDP, António Mexia, entende que o abastecimento dos futuros carros eléctricos será um negócio somente entre os fornecedores eléctricos e os proprietários dos veículos, colocando de parte a possibilidade de um intermediário alugar as baterias eléctricas, ou até mesmo “imitar” os planos de carregamento de telemóveis, com planos de subscrição de kilómetros de utilização do carro eléctrico.

António Mexia diz “ver” o abastecimento do carro eléctrico como um negócio apenas entre as operadoras eléctricas e próprio utilizador, sem quaisquer outras questões logísticas que não o próprio abastecimento do veículo com electricidade, tal qual como se faz actualmente com os automóveis convencionais, quando enchemos o depósito de combustível.

As declarações foram registadas à margem da apresentação do livro Energia da Razão – Por uma sociedade com menos CO2.


Comentários

4 comentários para “EDP diz que carregamento de carros eléctricos não admitirá intermediários”

  1. Ainda o negócio do abastecimento dos carros electricos mal começou e já a EDP na pessoa do seu responsável máximo vem tentar monopolizar o mercado. Estas medidas potenciam o aparecimento de novas empresas, novos postos de trabalho. Por um lado temos o Governo a apostar na criação e desenvolvimento de novas empresas e que toda a classe politica enche a boca quando fala das PME´s. Então devem ser os mesmos que defendem as referidas PME´s que devem tomar medidas que impeçam este estrangulamento no desenvolvimento do nosso tecido empresarial.

    Colocado por Bruno Monteiro | 7 Outubro 2009, 0:48
  2. É evidente que o governo português e o regulador do mercado eléctrico (ERSE), terão uma palavra a dizer sobre o monopólio ou não da EDP quanto à rrecarga dos veículos.
    Alerto no entanto que não foi por se ter liberalizado os combustíveis fósseis que os consumidores tiveram qualquer benefício.
    Pessoalmente estou-me nas tintas entendo e apoio até o monopólio de uma empresa desde que portuguesa e de preferência EDP, que tem mostrado uma evolução fantástica ao longo da sua existência, o importante é que as empresas fabriquem os automóveis a preços acessíveis, tecnologicamente evoluídos.

    Colocado por Manuel Luís de Almeida | 16 Janeiro 2010, 16:57
  3. Já saiu em diário da república a 26 de Abril de 2010 a referência aos aqui chamados de intermediários.

    Queria deixar o reparo aos dois comentários existentes, não para os seus autores, mas para quem possa ler os comentários e achar que estão correctos.

    A EDP é uma empresa Portuguesa, mas a maioria do seu capital não o é.
    Vivemos num mundo globalizado onde a noção que as empresas têm de ser Portuguesas para o bém da nossa economia é ERRADO.
    A nossa economia é mais forte se for dona das empresas que mais lucro geram. Não interessa se os negócios são em PT ou na China!

    A EDP não falou em monopolizar o mercado, porque não há monopólio ao contrário do que a opinião pública acredita.

    Qualquer pessoa pode não comprar a sua electricidade à EDP. Há mais empresas que vendem ao cliente final electricidade.

    Portanto quando o Presidente da EDP diz “negócio apenas entre as operadoras eléctricas” está a dizer só as empresas comercializadores que são a EDP e as suas concorrentes.

    Criar postos de trabalho só por criar é errado. Se uma máquina pode fazer o serviço, então que seja uma máquina. Se um negócio não precisa de intermediários, então que eles não existam.

    Alexandre Fernandes

    Colocado por José Alexandre Fernandes | 25 Maio 2010, 17:55
  4. Isto não é o século XX, em que qualquer empresa que surgia, rapidamente atingia o monopólio. A EDP, tá a sentir-se apertada, porque muitas empresas já vão querer comercializar energia. Mas eu concordo. Aliás, achava muito bem, empresas PME, terem apoio e facilidade na instalação de postos de carregamento nas suas cidades. Haver apenas uma e só uma empresa nacional para carregamentos, é injusto, e depressa vamos chegar ao “Bragaparques”, “Galp”, “Repsol”, etc, em que eles são reis e senhores…
    Acho que cabe às camâras Municipais, deitar a mão a isso, e abrir candidaturas a empresas, para postos de carregamento, nos locais de estacionamento. Já agora, aproveitem os chips da matrícula, para descontar o preço do carregamento.. Eh EH.

    Colocado por David Ferreira | 25 Julho 2010, 1:14

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